Enquadramento geral do processo - composto por 5 fases
A passagem de uma fase para a outra implica a validação pelo gestor de projeto da SCORING que lhe foi atribuído. Encontrará de seguida uma explicação para cada uma das fases.
A autoavaliação tem como objetivo avaliar o nível de maturidade da organização em matéria de sustentabilidade, identificando o grau de implementação dos requisitos legais, normativos e das boas práticas ESG. Este processo permite obter uma visão transversal e integrada dos processos existentes, bem como do posicionamento da organização face às exigências atuais e futuras em matéria de sustentabilidade.
A autoavaliação incide, nomeadamente, sobre:
• A estrutura de governação e as responsabilidades em matéria de sustentabilidade;
• A existência e robustez de políticas, procedimentos e controlos internos;
• O grau de integração dos temas ESG na estratégia e no modelo de negócio;
• Os processos de gestão de impactos, riscos e oportunidades;
• Os mecanismos de monitorização, recolha, controlo e qualidade dos dados ESG.
Como resultado, a autoavaliação permite:
• A caracterização do nível de maturidade ESG global da organização;
• A avaliação individualizada do desempenho nos pilares Ambiental, Social e de Governação;
• A identificação de lacunas, pontos fortes e oportunidades de melhoria;
• O suporte à definição de prioridades de intervenção e ao planeamento das etapas seguintes do processo de sustentabilidade.
Mapear e avaliar os principais aspetos que definem o contexto da organização, permitindo compreender de forma integrada os fatores internos e externos que influenciam o seu desempenho, a sua estratégia e os seus impactos de governação, ambientais e sociais.
Este processo inclui:
(i) Caracterização da organização, abrangendo a análise do modelo de negócio, da estrutura organizacional, das atividades desenvolvidas, dos mercados em que opera, do enquadramento regulamentar aplicável e das principais políticas e práticas de gestão existentes. Esta caracterização permite identificar os elementos estruturantes da organização, bem como os fatores críticos para a criação de valor a curto, médio e longo prazo.
(ii) Caracterização da cadeia de valor, considerando as atividades a montante e a jusante, os principais parceiros, fornecedores, clientes e restantes partes relevantes. Esta análise permite identificar os pontos críticos da cadeia de valor, os potenciais impactos, riscos e oportunidades associados, bem como o grau de influência e dependência da organização relativamente aos diferentes elos da cadeia, em linha com os princípios da CSRD e da CS3D.
(iii) Abordagem estratégica aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), avaliando o alinhamento entre as atividades da organização, a sua estratégia de sustentabilidade e os ODS mais relevantes. Esta etapa visa identificar as prioridades estratégicas, os contributos positivos diretos e indiretos, assegurando a integração dos ODS como referência para a definição de objetivos, políticas e ações de sustentabilidade.
Este mapeamento constitui uma base fundamental para os restantes instrumentos de sustentabilidade, nomeadamente a análise de dupla materialidade, a gestão de riscos ESG e a definição de uma estratégia de sustentabilidade alinhada com o modelo de negócio e os requisitos regulamentares.
A materialidade consiste em um processo estruturado de envolvimento das partes interessadas para identificar, priorizar e validar os temas que são mais relevantes para a organização e para seus stakeholders. Esse processo orienta a definição de prioridades estratégicas, a tomada de decisão e a alocação de recursos, assegurando que a atuação da organização esteja alinhada aos impactos de governação, ambientais e sociais mais significativos.
A abordagem é fundamentada em metodologias internacionais reconhecidas, como o AA1000 Stakeholder Engagement Standard e o Materiality Assessment Implementation Guidance.
Definir a estratégia de sustentabilidade envolve estabelecer, de forma clara e estruturada, as prioridades da organização para o seu ciclo estratégico, com base nos temas materiais, no contexto do negócio e nas expectativas das partes interessadas. Essa estratégia orienta a integração da sustentabilidade à visão corporativa, garantindo coerência entre propósito, riscos, oportunidades e criação de valor no curto, médio e longo prazo.
A partir da estratégia definida, é desenvolvido um plano de ação que traduz as prioridades estratégicas em iniciativas concretas, com a definição de responsáveis, prazos, objetivos, indicadores e metas mensuráveis. Este plano assegura a execução efetiva da estratégia, o acompanhamento de resultados e a melhoria contínua do desempenho ambiental, social e de governação da organização.
Preparar o Relatório ESG de acordo com o referencial VSME, assegurando uma divulgação estruturada das políticas, práticas, indicadores e resultados da organização nos domínios ambiental, social e de governação. O relatório é desenvolvido com base numa abordagem pragmática e alinhada com as boas práticas europeias de reporte de sustentabilidade, garantindo transparência, consistência e comparabilidade da informação divulgada.
Este processo inclui:
• A definição do perímetro e conteúdos de reporte de acordo com os requisitos VSME;
• A recolha, validação e consolidação da informação qualitativa e quantitativa ESG;
• A estruturação do relatório em coerência com a estratégia, o modelo de negócio e os temas materiais;
• A apresentação dos indicadores;
• A preparação da organização para futuras exigências de reporte CSRD, sempre que aplicável.
O Relatório ESG segundo a VSME constitui um instrumento essencial para reforçar a credibilidade, transparência e maturidade da gestão da sustentabilidade, apoiar a comunicação com clientes, parceiros, financiadores e outras partes interessadas, e posicionar a organização de forma consistente na sua jornada de sustentabilidade.